esta lágrima, vertida sentidamente,no sentir,
fica a memória,
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“As revoluções são idealizadas por utópicos, realizadas por fanáticos e exploradas por patifes.” (Thomas Carlyle)
Yevgeny Yevtushenko
Escritor e líder soviético da geração dos poetas da era pós-Estaline que descende de ucranianos exilados na Sibéria, nascido em 1933. Afirmou-se como defensor da liberdade artística e de uma literatura liberta das bandeiras políticas. A sua poesia começou a ser reconhecida após a morte de Estaline. Escreveu também vários romances. A sua autobiografia foi publicada em Paris em 1963.




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Foi Gabeira que elevou o nível das leituras de carnaval. "Sinais de Vida no Planeta Minas" é uma obra simples, belíssima e profunda. Utiliza a história que chocou o meado dos anos 70 (lembro-me bem da notícia) da morte de Angela Diniz por Doca, e faz uma merecida homenagem às mulheres das Minas Gerais. Cruza as história de Beja e Chica da Silva com a da Tia Pantera. Nâo é uma comparação, como muitos leitores desavisados poderão entender, trata-se do amor que só nós, alienígenas do planeta Minas pode sentir, o amor pelas montanhas, pelo sotaque (às vezes paulista outras baianos) da tradição, das características únicas de uma sociedade secular alicerçada pela família.
Quero lembrar ainda que a minha penúltima leitura foi uma biografia. Não posso tecer grandes elogios, mas também não quero criticar, até porque levei a leitura até o fim. Talvez mais pelo biografado que pelo biógrafo. Paulo Leminski é realmente uma personagem fascinante. Espero que outras biografias sejam escritas, pois tenho certeza que um autor menos envolvido como Toninho Vaz possa nos trazer mais luzes sobre o pensar, o sentir e o fazer poético leminskiano. 



Carlos Saura, minha grande paixão. Dele escolhi dois filmes já assistidos algumas vezes, "Mamãe faz 100 anos" e "Tango", este último magnífico, que sempre me arrepia e me faz aplaudir sozinha, em casa.

Costa Gravas com o filme "Z", concretiza as imagens que vivencei na leitura do livro. Alimenta nossa revolta, a indignação que sentimos pelo alcance do poder totalitário, que não aceita e pune idéias, sonhos de paz e liberdade. O livro me deixou triste, o filme deu vida à essa tristeza. Jamais seremos livres, jamais haverá paz e harmonia entre os homens, suas vaidades, seus egos enormes e sua baixa auto estima não permitem e nunca deixarão que o discurso pacifista alcance o poder. Quando digo poder sinto a desarmonia da idéia com o discurso, quero dizer: a amplitude da paz apesar do Homem.