domingo, 15 de junho de 2008

PIAF - UM HINO AO AMOR

http://www.youtube.com/watch?v=Z9eH0nmy0og

Trecho do filme: Piaf: hino ao amor. 2007 (história da cantora francesa Edith Piaf)Atriz vencedora do Oscar pelo Filme: Marion Coutillard Paroles : Michel VAUCAIREMusique : Charles DUMONT(c) 1961 ditions Eddie Barclay droits trasnfrs aux ditions SEMI.Non ! Rien de rien...Non ! Je ne regrette rienNi le bien qu'on m'a faitNi le mal, tout a m'est bien gal !Non ! Rien de rien...Non ! Je ne regrette rienJ'ai pay, balay, oubliJe me fous du pass !Avec mes souvenirsJ'ai allum le feuMes chagrins, mes plaisirsJe n'ai plus besoin d'eux !Balays mes amoursEt tous leurs trmolosBalays pour toujoursJe repars zro...Non ! Rien de rien...Non ! Je ne regrette rienNi le bien qu'on m'a faitNi le mal, tout a m'est bien gal !Non ! Rien de rien...Non ! Je ne regrette rien...Car ma vie, car mes joiesAujourd'hui, a commence avec toi ! Adicionado: 19:07(26 minutos atrás) Duração: 03:10 Ver esse vídeo no YouTube

Non, Je Ne Regrette Rien
Edith Piaf
Composição: Michel Vaucaire / Charles Dumont


Non!

Rien de rien...

Non !

Je ne regrette rien

Ni le bien

Qu’on m’a fait,

Ni le mal,

Tout ça m’est bien égal !

Non!

Rien de rien...

Non !

C’est payé,

Balayé,

Oublié,

Je me fous du passé !

Avec me souvenirs

J’ai allumé le feu,

Mes chagrins, mes plaisirs,

Je n’ai plus besoin d’eux !

Balayé les amours,

Avec leurs trémolos,

Balayés pour toujours

Je repars à zéro...Non!

Rien de rien...

Non !

Je ne regrette rien

Ni le bien

Qu’on m’a fait,

Ni le mal,

Tout ça m’est bien égal !

Non!

Rien de rien...

Non !

Car ma vie,

Car mes joies,

Aujourd’hui,

Ça commence avec toi !

Esta é a Edith Piaf verdadeira, a extraordinária cantora francesa.

http://www.orkut.com.br/FavoriteVideoView.aspx?uid=5700416025827632035&ad=1213541774

Edith Piaf - Non, Je ne regrette rien ( Highest Quality ) Edith Piaf - Non, Je ne regrette rien ( Highest Quality )a truly brilliant song Adicionado: 18:56(41 minutos atrás) Duração: 02:22 Ver esse vídeo no YouTube

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

por Anália Maia

Markus Zusak surpreende, não só pelo ineditismo, mas pelo lirismo incontestável de sua narrativa.

Em meio ao caos de uma Alemanha sob o poder Nazista, em um bairro do subúrbio de Munique, na Rua Himmel, uma menina tem sua leitura de Mundo efetuada pelas palavras. Quando chega a casa da família Hubermman, Liesel não sabia ler, apesar da idade em que outras crianças já dominavam a leitura. Com a ajuda do pai (por adoção, tocador de acordeon) a menina aprende as Letras, decora as palavras, rouba livros (seu único prazer verdadeiro) e transforma a leitura em momentos de calma (para os que estavam nos abrigos esperando as bombas cairem), para a mãe que perdeu um filho na guerra e outro pelo suicídio, para o judeu abandonado no porão escuro e úmido de sua casa.
Zusak faz de sua obra uma ode à palavra, dá-lhe materialidade e poder. A narradora é a Morte, que logo nas primeiras páginas avisa: "Você vai morrer." Apesar da observação óbvia, muitas vezes nos esquecemos desse pequeno detalhe. A narradora se confunde com a personagem título. Algumas vezes, no decorrer da leitura, nos distanciamos da realidade narrativa e viajamos no lirismo da morte e de Liesel. " UMA PEQUENA TEORIA - As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim, mas para mim, está muito claro que o dia se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que passa. [...] Amarelos céreos, azuis borrigados de nuvens. Escuridões enevoadas. No meu ramo de atividade, faço questão de notá-los", diz a narradora em uma de suas inúmeras digressões.

Minha leitura foi rápida demais, senti um grande pesar ao ler, na última página, a última linha da narradora: "A ÚLTIMA NOTA DE SUA NARRADORA - Os seres humanos me assombram." E foi nesse momento que me identifiquei com a nobre Senhora. Respondi em voz alta: a mim também. Como o nectar almejado e finalmente alcançado, tentei saborear cada parágrafo, cada palavra, mas a leitura terminou, com a frase inesquecível da Morte.
Suzak me surpreendeu com a delicadeza poética com que tratou da pior época da história do povo Alemão. As atrocidades nazistas, as dificuldades do povo pobre e abandonado, dos bombardeios que tudo destruiram, das inúmeros mortes que ocorreram no decorrer da narrativa, dando à Senhora Morte um trabalho excessivo, cansando-a até à exaustão.
Todos os personagens são importantes, em todos sentimos a proximidade do conhecimento humano, identificamos, em cada um deles, um conhecido, um amigo ou um parente. Mas alguns me tocaram particularmente: o judeu Max, escondido no porão do pai de Liesel, sua relação com a menina que roubava livros é especialmente poética. O lírismo dessa amizade transborda das páginas dessa maravilhosa obra literária.
Preso no porão, sem ver a luz do dia, sem poder olhar o céu, Max aproveitava os momentos em que o povo ia para os abrigos contra bombas para olhar o céu. Arriscava a vida pelo momento sublime de ver e sentir as cores das nuvens, a brisa azul que lhe tocava a face encovada pela fome e pelo medo.
Mais uma digressão - da narradora ou de Liesel? - "UMA IDÉIA BONITA - Uma roubava livros. O outro roubava o céu." Quando Max ficou doente, a menina que roubava livros, todos os dias, trazia algum presente para ele, que apesar de inconsciente, deveria gostar da atenção daquela criança alemã. "uma fita, uma pinha, um botão, uma pedra, uma pena, dois jornais, um invólucro de bala, uma nuvem [...] como se dá a alguém um pedaço de céu? [...] Decore-a. Depois, escreva-a para ele." disse-lhe o pai, um lindo poeta.

Assim viviam aquelas crianças, no medo, em meio a bombardeios, convivendo com a morte. E em tudo isso encontravam alegria e momentos de amor e amizade. E o poético sempre presente.

O livro, de 500 páginas, é encantador. Gostaria de continuar escrevendo, transmitir todo o sentir que ele me despertou, dividir com vocês as inferências, as mudanças pelas quais passei, nesta leitura prazerosa e bela. Mas não posso, o que posso, e devo, é indicar a leitura desta obra magnifica. De uma beleza delicada, que, num mundo tão individualista, frio e indiferente no qual estamos vivendo, nos deixa o sabor de uma humanidade profunda, de seres que erram, que pecam, mas que possuem o amor incondicional, que são solidários com a dor do outro, e que não perderam a capacidade de indignação.
Poderia escrever por muitas páginas ainda, mas vou parar por aqui. Sei que muitos de nós não possuem muita paciência para ler, estão acostumados com as informações instantaneas das imagens, se perderam das palavras. Palavras que para Liesel eram a própria vida, a tecetura de sua vida era efetuada pelas Palavras que tanto amava e odiava, como ela mesma diz: "[...] Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito."

sexta-feira, 13 de junho de 2008

SEXTA 13 NO RIO DE JANEIRO

Centro da cidade do Rio de Janeiro na hora do almoço. Caos de vendedores, camelôs, gente comprando, restaurantes lotados, desempregados entregando filipetas que anunciam empréstimos fáceis, dinheiro a qualquer hora. Ruas imundas, lixo de propaganda, odor de urina e dejetos de todos os tipos, agredindo, ferindo minhas narinas. Momento caótico da hora do almoço. Comida ruim, gente ruim, cheiro ruim, poluição atmosférica e visual. Um horror!
Em meio a todo esse caos surgem elementos mágicos, saídos do imaginário infantil e, porque não, do adulto também. Homens estátuas vivas, garotos fantasiados em cima de enormes pernas-de-pau, música, artistas que pintam na calçada, cercados de gente que não tem o que fazer ou estão esperando a hora de almoço acabar para voltar ao trabalho. Gente que gosta e gente que não gosta, mas tem curiosidade.
Centro da Cidade

Eu e minha máquina fotográfica olhamos e vemos tudo, cada sorriso, cada gesto, o olhar sonhador dos artistas. Ah! Os artistas. Eles fazem valer à pena. Desprendimento, paixão, generosidade exagerada, própria dos sonhadores, irremediáveis na fuga da realidade.

Minha imaginação fotografa, a câmera clica constantemente, esqueço o risco do assalto, estou no centro da cidade do Rio de Janeiro. Só consigo ver o menino prateado, estátua viva de olhar meigo e doce. Será interpretação teatral? Será estudante? Tão jovem, lindo, gestos lentos e harmoniosos hipnotizam, nos levam ao país de Alice, sonhadora e abnegada Alice de todos os países. Meu sorriso aflora impunemente, sem controle, nossos olhares se cruzam, o menino e a mulher madura, sofrida, mas que insiste em sonhar. Fotografo uma, duas, várias vezes. Deixo algumas moedas e recebo uma pequenina rosa, minúscula, linda, que agora descansa na tela do meu computador.

Ando um pouco mais e encontro um punhado de gente, pernas jeans, terno e gravata, saias, saiões (saias compridas e não erva-da-fortuna) e saias minúsculas enfeitadas de pernas torneadas e morenas. Tímida, com a máquina em punho clico diversas vezes, sem que o artista perceba, até que num repente transformo minha atitude invasora na atração principal, roubo a cena do artista. Discretamente me afasto, com passos rápidos e determinados, em direção ao meu destino, o escritório.


Mais alguns passos, entre esbarrões malcriados, faces contraídas e preocupadas, gente passando por cima de gente, invisível sigo meu caminho. Chego ao camelódromo, mercadorias de todos os tipos, pessoas de todos os estilos, andando de um lado ao outro, falando ao mesmo tempo. A Igreja centenária impotente em sua potencia histórica tudo assiste; os homens sanduíche, os rapazes em pernas-de-pau, os palhaços de megafones, loucura na necessidade de chamar à atenção o consumidor. Mais uma vez fotografo. Tenho que sair às pressas. Descubro então que sou invisível apenas até pegar a máquina fotográfica, a partir de então sou totalmente visível, represento ameaça, e corro risco iminente de sofrer represálias.


Desisto, com o pouco material que disponho vou embora. Passo o crachá na catraca, subo até o 9º, andar, sento-me na minha baia e escrevo este texto. Não posso esperar chegar a casa, emoção recente não pode esperar.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

ÚLTIMAS FOTOS

A Candelária,
A CANDELÁRIA, palco de eventos históricos. Morte, clamor do povo por liberdade nos anos de ferro. A principal Igreja do Rio de Janeiro.

O entardecer,
O ENTARDECER, volta pra casa depois de um dia de trabalho. Pessoas passam, engarrafamento, olhar perdido entre prédios na busca do céu.

Um cantinho,
UM CANTINHO um violão, muita calma e essa paixão.

sábado, 31 de maio de 2008

AQUELES CÃES MALDITOS DE ARQUELAU

por Anália Maia
Descobri um sebo pertinho do meu local de trabalho. Um lugar maravilhoso, que possui um acervo fantástico. Agora, sempre que posso, na hora do almoço dou uma passada lá e saiu carregada de livros. Dá um pouco de trabalho. Como estou interessada em novidades, já que me libertei do compromisso acadêmico da leitura, tenho que ler as orelhas, capas, e, muitas vezes, se houver, o prefácio. Leva algum tempo para identificar as obras que me interessam.
Assim foi com “Aqueles cães malditos de Arquelau”. Pelo título seria difícil identificar a trama, o foco da narrativa. Mas, após passar os olhos pelas partes estratégicas do livro, levei-o para casa, juntamente com outros cinco volumes.

Dos livros adquiridos escolhi “Aqueles cães...” para efetuar a primeira leitura. Não me arrependi, ótima escolha.

Descobri um autor que não conhecia, Isaias Pessotti, um intelectual fabuloso, sensível e de vasto saber que me levou numa viagem fascinante à Itália (Milão) na companhia de personagens incríveis, professores e pesquisadores da Instituição Galilei, voltada para a pesquisa, preservação e administração de livros raros e antigos.

Emílio, o latinista do grupo, narrador, nosso guia pelo mundo universitário e da pesquisa, com humor refinado e muita sensibilidade, descreve com perfeição e detalhes os belíssimos lugarejos que circundam Milão.

Durante a leitura temos erotismo, mistério, verdadeiras aulas de história, teologia e muita informação sobre a nobreza da Itália do século XV.

Os bons livros exigem mais de uma leitura. Com certeza é o acontecerá com esse Pessotti. Na primeira leitura o aspecto que mais me afetou foi a tradução do Commentarium, manuscrito escrito pelo Cardeal Lutércio (nome dado pelo povo simples de Monteferrato – cujo o verdadeiro nome era Ludovico Terzo, que abreviado é LuTerzo, que para Lutércio foi um suspiro do tempo popular). Nele pude reencontrar um autor clássico que sempre me emocionou, principalmente pelas figuras femininas de suas peças. Eurípides, o “Cavalheiro da Paixão”.

O aspecto principal do livro é a tradução que Emílio efetua do original em latim encontrado na Villa onde viveu o Cardeal. O Commentarium constitui a defesa e o resgate do filósofo (destituído do título por Platão e Aristóteles) que cantou a natureza humana em toda a sua crueza, "[...] porque a grande aventura humana já não consiste no desafio ao destino ou aos deuses, ou no morrer por sua pátria, mas na impossível fuga da condição humana. A inevitável marca do humano: a contradição, a irremediável convivência entre a grandeza e a fragilidade, entre a abnegação e a mesquinhez, a coragem e a covardia. Entre o projeto e o acidente. Entre o conhecer e o poder. A sabedoria e a paixão. Eis a grande e sublime tragédia humana. [...]", um documento testemunha da importância do maior poeta clássico da antiguidade.

Pessotti tece o texto apontando as contradições entre o humano e o conhecimento, demonstrando que, ao contrário do entendimento de Aristóteles, a formação do saber científico é fruto da paixão humana.
“Aqueles Cães Malditos de Arquelau” – uma referência à morte trágica de Eurípedes no seu exílio na Macedônia a convite do rei Arquelau – é o romance de estréia de Isaias Pessotti, nascido na cidade de São Bernardo do Campo, formado em filosofia pela USP em 1955, professor e pesquisador de Psicologia. Dedicou-se por muitos anos ao estudo sobre a história da loucura, o mais importante do gênero realizado no Brasil. Pessotti enveredou pela ficção após os 65 anos, idade com que publicou sua primeira obra, à qual seguiram-se O Manuscrito de Mediavilla, em 1995, e A Lua da Verdade, em 1997, todos pela Editora 34.

Dois fatos para mim estão certos: primeiro, efetuarei mais uma leitura do livro e, segundo, comprarei outros da lavra deste maravilhoso autor que acabei de descobrir.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

A ILHA DOS CISNES

por Anália Maia
Dizem que ELE escreve certo por linhas tortas. Lugar comum, a frase ou seu conteúdo. Mas tenho que admitir, há momentos em que pensamos que tudo está perdido, nos sentimos injustiçados, ficamos com raiva, magoados e até mesmo com um gostinho de sangue na boca. Necessidade de vingança. Mas nosso dispositivo de defesa - geralmente - é eficiente para que possamos buscar o lado bom da experiência que, a princípio, pode ser traumática.

Na luta para alcançar um objetivo, um sonho, realizar aquilo que acreditamos que é o melhor, que vai alimentar nossa alma, somos derrotados, perdemos o jogo. E agora?

Minha maior paixão é a Literatura, sou leitora desde os nove anos de idade, quando ganhei de meu pai uma coleção composta por cem livrinhos de histórias infantis (os tenho até hoje). Desde então jamais parei de Ler. Até o dia em que resolvi ser professora de Literatura, queria transmitir para outros o prazer que sinto, queria que meus alunos pudessem descobrir este Mundo fantástico, maravilhoso dos Livros.

Mas não fui feliz, com raras exceções (alguns alunos foram motivados e hoje são leitores) minhas tentativas foram inúteis. Fracassei.


Hoje, que já não sou mais professora e retornei à profissão de origem, faço uma descoberta incrível. Na busca da excelência como mediadora da Literatura com meu alunado, abri mão das leituras sem compromisso acadêmico, minha atividade leitora ficou restrita aos clássicos e à literatura científica, buscava obsessivamente as ferramentas que me auxiliariam na missão. Semiótica, Análise do Discurso, Filosofia, Mitologia, as ciências que possibilitam a leitura lúcida, interpretativa.

A Literatura é só prazer, paixão, estranhamento, sorriso nos lábios após fechar a última página. Mas a necessidade de compartilhar permanece viva, este o motivo deste blog.

Infelizmente não poderia postar as impressões de todas as minhas leituras. Algumas vezes sou obrigada a interromper uma leitura face à baixa qualidade da obra. Outras vezes é boa, mas não causa o impacto motivante para comentários.

No entanto, o Livro de Anne Rivers Siddons, "A ilha dos cisnes", da Editora Bertrand Brasil, foi uma dessas experiências que permanecem por muito tempo, substituindo a mais recente, em nossos corações.


A personagem, e narradora, é uma mulher de cinquenta anos, casada, com filhos, que além de cuidar da família, que para ela é sagrada, é voluntária em várias frentes humanitárias. Vê seu mundo desmoronar na traição do marido que pede o divórcio para casar com uma jovem advogada.

Mas seu drama não se restringe à traição, à perda dos filhos que seguem os seus caminhos, à morte da mãe dominadora ou à distancia do amado pai que se isola na loucura senil. O maior drama de Molly é o auto-enfrentamento, é a busca de sua identidade perdida. Para isso se isola de todos e vai morar numa ilha afastada, parada no tempo, onde constrói uma família singular; um velho louco, um homem perneta, uma lésbica doente, um cão abandonado, dois cisnes anormais e uma mulher traída. Alguém vai morrer, ou não, talvez alguém voe para longe, talvez não, o que importa é que o momento é aquele, naquela hora, sob aquele temporal assustador, sob um chalé antigo e simples, eles são a sua família.

Uma leitura instigante com a tradução primorosa de Renée Eve Levié, o livro nos acompanha durante e após terminada sua última página.

Então entendo o favor que me fizeram, me devolveram o maior prazer que tive, tenho e sempre terei... a LEITURA de um bom LIVRO.

domingo, 13 de abril de 2008

O CLUBE DUMAS, Arturo Pérez-Reverte

NOTA em 26/06/2008
Um amigo muito querido, Flávio, me deu a dica do filme:
vale a pena conferir. O Blog está nos meus "Blogs favoritos"
Fiquei fascinada com a leitura da obra de Pérez-Reverte. Numa narrativa instigante e esclarecedora, o autor tece a trama, recheada de suspense, fascínio e lirismo. Aqueles que amam a leitura, que preservam seus livros, que dão prioridade à aquisição de bons autores, vão se apaixonar pela narrativa elaborada de Arturo Pérez-Reverte.

Transcrevo aqui a resenha de Luciana Fátima, que considero excelente para a indicação dessa leitura fantástica.

"Este livro trata da história de dois outros livros. O primeiro, o manuscrito de um capítulo de Os Três Mosqueteiros, escrito pelo próprio Dumas e por um de seus ajudantes, que até tentou – inutilmente – provar que criava as histórias do famoso escritor. O segundo, o Livro das Nove Portas do Reino das Sombras, uma espécie de manual para invocar o diabo, que levou seu impressor – Aristide Torchia – à fogueira, por volta do século XVII, e que ficou perdido durante muito tempo.Qual a relação entre os dois volumes? Aparentemente nenhuma, a não ser por um especialista em livros que tenta investigar a autenticidade de ambos os escritos. Lucas Corso "era um mercenário da bibliofilia, um caçador de livros por conta de outros. Isso inclui os dedos sujos e o verbo fácil, bons reflexos, paciência e muita sorte. Também uma memória prodigiosa, capaz de recordar em que canto poeirento de um sebo dorme aquele exemplar pelo qual pagam uma fortuna. Sua clientela era seleta e reduzida [...]; aristocratas do incunábulo, para os quais pergaminho em lugar de velino, ou três centímetros a mais da margem da página, supõem milhares de dólares. Chacais de Gutenberg, piranhas das feiras de antigüidades, sanguessugas de leilões, são capazes de vender a mãe por uma edição príncipe."Ocorre que durante a investigação, muita coisa estranha começa a acontecer. Pessoas inocentes são assassinadas, e até uma (segundo ela) enviada do diabo cruza o caminho de Corso, para seduzi-lo e protegê-lo. Tudo fica ainda mais complicado quando todos começam a agir como se estivessem interpretando papéis do romance Os Três Mosqueteiros. Esta perigosa aventura, de tão exóticas personagens, leva o leitor para o mundo dos livros raros e das loucuras que os bibliófilos podem cometer na busca de um incunábulo ou de um livro proibido."O Clube Dumas", de Arturo Pérez-Reverte, é uma publicação da Editora Martins Fontes. "
Luciana Fátima

(Luciana Fátima é formada em Comunicação Social, com habilitação em Produção Editorial e pós-graduada em Língua Portuguesa e Literatura. Já publicou artigos em antologias e escreve ainda para sites como GargantadaSerpente.com e www.leialivro.sp.gov.br)

REINE SOBRE MIM


Um filme contundente, um drama sério e muito bem estruturado que nos faz refletir, aproximando-nos da triste realidade dos sobreviventes do atentado de 11 de setembro.

Adam Sandler, na sua interpretação sóbria e forte, conquista, definitivamente, a minha admiração e respeito. Sem dúvida um ator que, na sua simplicidade vai conquistando as platéias de todo o Mundo.

Preso na angústia e na solidão depois de perder a família no atentado terrorista de 11 de setembro, Charlie Fineman (Adam Sandler) reencontra por acaso seu antigo colega de quarto dos tempos da faculdade, Alan Johnson (Don Cheadle), e passa a resgatar bons momentos de sua vida. Nas ruas de Nova York, o órfão tenta se recuperar da tragédia durante os encontros com o velho amigo e seu passado esquecido.

Elenco:
Adam Sandler
Don Cheadle
Jada Pinkett Smith
Liv Tyler
Saffron Burrows
Cicely Tyson
Robert Klein
Melinda Dillon
Camille LaChe Smith
Mike Binder
Ted Raimi
Direção:
Mike Binder
Produção:
Jack Binder
Michael Rotenberg
Fotografia:
Russ T. Alsobrook
Trilha Sonora:
Rolfe Kent

domingo, 30 de março de 2008

OLHE PARA OS DOIS LADOS

Drama romântico fala de luto com a delicadeza de um elefante (cor-de-rosa)
17/05/2007Marcelo Hessel

Olhe para os dois lados (Look both ways, 2005) é uma mistura de drama com romance que trata de luto. Luto não só pelos que já foram, mas também pelos que ainda morrerão. A produção australiana escrita e dirigida por Sarah Watt trabalha essa premissa funesta com a delicadeza de um elefante - cor-de-rosa.

Meryl (Justine Clarke) está voltando para casa em Adelaide depois do funeral de seu pai. Ela é pintora. Quando Meryl atravessa a rua, o filme muda sem aviso, por um segundo apenas, para uma animação da moça sendo atropelada. Em seguida Meryl anda ao lado da linha do trem. A animação entra de novo, agora mostrando um descarrilhamento fatal. Passado o estranhamento, percebemos que se trata de um fluxo de consciência fatalista. A pintora fica imaginando a cada minuto como o mundo ao seu redor pode matá-la.

Nick (William McInnes), fotógrafo viajado, também vê a morte por todo lado - especialmente depois que descobre ter um câncer fulminante. O luto de Nick, como o de Meryl, também é apresentado a nós em forma de imagens. Se alguém fuma ao seu lado, o fotógrafo imagina as células cancerígenas se multiplicando no pulmão do sujeito... Claro que esses dois personagens vão se conhecer e, com tanta coisa em comum, vão se apaixonar.

Em meio a um começo tão "delicado", o momento do encontro dos dois até que tem sua poesia. Nick é chamado pelo jornal local a cobrir um atropelamento de trem. No local do acidente, ele tira uma fotografia belíssima da viúva da vítima, no momento em que ela descobre o ocorrido. Meryl, por acaso, estava passando por ali e assistiu ao acidente - enquanto relata a um repórter a cena, é aí que ela conhece Nick.

Não tem filme mais batido do que dramas românticos em que homem e mulher, com os dias contados, se escoram um no outro em busca de conforto. Se conta a favor de Olhe para os dois lados, Watt não aborda o tema com aquele pesar de telefilme hollywoodiano. O fato de transformar a morte em um misto de banalidade e curiosidade - por meio das animações de Meryl e do "olhar CSI" de Nick - tira do filme todo aquele tom trágico que se poderia esperar. A morte é algo irrecusável, afinal, e o negócio é aproveitar enquanto ela não chega.

De fatalistas, então, Meryl e Nick podem achar um no outro esse senso de oportunidade. Pode ser a idéia que fazemos dos australianos - desencanados, solares - mas Olhe para os dois lados passa mesmo a sensação de que está falando do pior assunto do mundo da maneira mais leve possível.

sexta-feira, 28 de março de 2008

MENINOS EU VI.... e agora posso contar.

Gosto de ficção, tanto no cinema como nas leituras que faço no meu dia-a-dia. Mas existem momentos em que a minha consciência cobra um pouco de realidade. O real me assusta. Na imaginação vivenciei os melhores momentos da minha vida: o amor correspondido, a beleza estonteante, a inteligência a cima da média e todas as virtudes que acreditava possuir e, por isso, exibia para o Mundo.

Com a maturidade, a realidade fica mais poderosa e a fantasia recolhe-se ao âmago de sua insignificância social. Foi assim que, apesar de minha rejeição por autobiografias, fiz a concessão de ler a obra da autoria de Drault Ernanny, MENINOS, EU VI... E AGORA POSSO CONTAR. Trata-se de um relato, nada modesto, de um homem totalmente apaixonado por si e orgulhoso de suas realizações como homem, chefe de família, político e empresário.

Paradoxalmente, tentando ler alguma coisa que impedisse minha viagem pelo caminho da fuga emocional, viajo nos delírios megalomaníacos de um homem morto. Acredito que tenha morrido, já que carregava, nas costas e nas páginas de suas memórias, mais de 80 anos ao publicar o livro.
No entanto, como toda a leitura consciente e crítica, a obra é fascinante. Evitando os abusos do autor nos “eus” e nos elogios despropositados aos “amigos”, incluídos na categoria diversos militares, políticos e matadores da Paraíba, podemos encontrar um relato histórico interessante que, na reflexão efetuada pelo leitor, trará luzes e compreensão para diversos fatos históricos que culminaram com o Brasil que hoje conhecemos.

O autor sequer menciona o período da repressão militar. Têm-se a impressão que, ou ele não participou desse importante momento cívico, ou simplesmente omitiu sua participação nos eventos macabros da época. Só há menção discreta quando recorda as visitas dos generais (Costa e Silva, Geisel e Golbery) à Casa das Pedras, mansão de sua propriedade na Gávea Pequena, no Rio de Janeiro.

Mas terminada a leitura, entende-se que a Revolução Militar foi um mal necessário. POR FAVOR... NÃO PAREM DE LER ESTA CRÔNICA... EXPLICO: Na história deste País, desde José Bonifácio, no Império, os militares exercem o poder. Fatos importantes, decisões críticas, os rumos desta Nação sempre foram manipulados pelas Forças Armadas. Nos bastidores exerciam, com tranqüilidade, o verdadeiro poder, influenciando, mandando e desmandando. Com o golpe, os militares tiveram que colocar os “focinhos” de fora e, com isso, se expuseram à opinão pública nacional e internacional. O golpe foi o suicídio político para os militares que usavam a farda para exercer o poder.

Hoje estamos livres dos “homens de ferro”. Machucados e marcados, mas livres. Alguém já dizia que a conquista da liberdade é dolorosa, mas prazerosa.

Teria ainda alguns outros comentários a fazer, como a construção da Refinaria de Manguinhos, a compra do Recreio dos Bandeirantes, a atuação na garantia da posse do presidente Juscelino, e outros feitos do autor, todos apenas úteis como informação e enaltecimento de seu caráter empreendedor e perspicaz, sempre atento para ganhar muito dinheiro.

Mas a inferência efetuada no aprendizado do processo democrático e a compreensão da necessidade do golpe para nos livrar dos militares, são os verdadeiros ganhos na leitura da obra. Valorizar o Brasil de hoje compreendendo o Brasil de ontem.


Adoro HISTÓRIA.

domingo, 16 de março de 2008

O EXORCISMO DE EMILY ROSE

Fiquei muito tempo afastada, sem internet e iniciando um novo trabalho. Só agora pude atualizar as postagens e relacionar minhas últimas leituras. Infelizmente não tenho tempo para comentar todos os livros que leio, minha atividade leitora é mais rápida que a disponibilidade para escrever, e descrever, os efeitos que as obras causam na minha psique.

No entanto gostaria de comentar um filme que assisti neste final de semana.

Apesar da aparente sugestão de gênero terror - a exemplo do famoso "O Exorcista" - o filme discute, por via do julgamento do padre, as crenças do homem moderno, tanto religiosas como agnósticas.

Na pesquisa que efetuei na internet, encontrei um texto muito bom no blog cujo o enderço é:

http://www.bocadoinferno.com/romepeige/exorcism.html, lá você pode postar suas impressões e críticas.
É um bom filme, mas apresenta algumas deficiências. Como distração vale a pena, para reflexão, deixa poucas alternativas.
Fica registrado.

domingo, 9 de março de 2008

O VIDA SECRETA DAS PALAVRAS

Os filmes que estão preenchendo minha espectativa com relação à sétima arte são poucos, exíguos em relação às diversas películas que tenho assitido. Ontem mesmo "O Último Rei da Escócia" me deixou impressionada com a atuação de Forest Whitaker, que recebeu o Oscar de Melhor Ator pelo papel de Idi Amim. Interessante, principalmente para mim - que acompanhei, na adolescência, a trajetória desse terrível ditador ugandense.

MAS

foi o filme "A VIDA SECRETA DAS PALAVRAS", que tocou no mais profundo de minhas emoções.

a_vida_secreta_das_palavras
direção: Isabel Coixet.

Com Sarah Polley,
Tim Robbins,
Javier Cámara,
Eddie Marsan,
Steven Mackintosh,
Julie Christie, Danny Cunningham, Dean Lennox Kelly, Daniel Mays, Sverre Anker Ousdal.
Filme delicado, mostra que o silêncio - muitas vezes - é a melhor opção para um diálogo profundo. O encontro de Hanna com Josef promove a trégua na rejeição que Hanna tem pelas palavras, nem mesmo sua terapeuta consegue quebrar o silêncio imposto pela paciente.
O amor e a solidariedade, desencadeados pela empatia com Josef (que sofreu um acidente numa plataforma de petróleo) provoca a erupção emocional da mulher ferida e torturada pela guerra.
Não é possível utilizar as palavras para falar do filme. Pesquisei na internet, não encontrei muita coisa sobre a história, nem críticas e muito menos sinopses consistentes. Talvez o silêncio se deva ao desconhecimento pelo homem do segredo que as palavras envolvem, a sua ausência pode ser a melhor reflexão provocada pelo filme.
Destaque para a narração de uma criança - imaginária ou não - que faz as vezes de espectadora da vida de Hanna. Pode ser a própria Hanna ingenua e pura assassinada na guerra, pode ser uma criança que tenha conhecido ou mesmo seja filha de Hanna e tenha morrido quando do cárcere da mãe, enfim... não fica muito clara a sua importância na trama, me parece até um pouco deslocada, aquela voz infantil e meio mágica.
De qualquer forma, vale a pena pegar o filme na locadora. Tenho certeza que vocês vão adorar.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

MINHAS LEITURAS


SOUZA, Percival de. "Autópsia do Medo" - Vida e Morte do delegado Sérgio Paranhos Fleury. É um estudo profundo sobre seu objeto. O campo da pesquisa é a memória de um homem que, baseado no destro uso do medo, levou a cabo uma guerra terrível e vitoriosa contra os inimigos do status quo que representou e defendeu. Mas o temível delegado Fleury aqui revelado não é o monstro desapiedado e óbvio que ele mesmo cultivou como alterego para initmidar a quem interessar pudesse. É o que casou, teve filhos, amigos, nutriu uma paixão avassaladora - e correpondida - por uma mulher da banda inimiga, e que se notabilizou como profissional dedicado, cotidiana e metodicamente aplicado a elaborar o terror em sua mais pura composição. (Sinopse da Editora Globo).

VENTURA, Zuenir. "1968- O Ano que não Terminou - A Aventura de uma geração.

Resultado de um mergulho de dez meses nos jornais e revistas da época, atualizado por dezenas de depoimentos, a obra de Ventura é uma fascinante reconstituição do ano 68 no Brasil - de uma época e de seus heróis, de seus dramas e paixões, de suas lutas e vitórias.

Apesar do rigor histórico com que os acontecimentos são reconstruídos e os personagens revividos, 1968: o ano que não terminou não é propriamente um livro de história. É na verdade o romance sem ficção de uma geração que queria virar o mundo pelo avesso. Zuenir Ventura não produziu um relato passional. Apaixonado, sim, mas não panfletário. Testemunha e parciticpante daqueles tempos de exaltação, Zuenir Ventura faz de 1968 uma reconstituição como até hoje não se havia feito. E seu mergulho naquela geração mostrou-lhe que o melhor legado que ela deixou não está no gesto - muitas vezes desesperado, outras vezes autoritário - mas na paixão com que foi à luta. E esta grande paixão que autor agora nos mostra. Com simpatia, mas sem indulgência.
(Sinopse da Editora Nova Fronteira)

BANVILLE, John. "O Mar".

Não cabe aqui a sinopse, impossível tal empreitada. A obra de Banville é pura poesia em prosa, um livro fascinante, daqueles que sorvemos lentamente, saboreando cada palavra, com medo de chegar às suas últimas páginas. A narrativa é simples. A excelente tradução de Maria Helena Rouanet preserva o valor literário da obra. A identificação do leitor com a narrativa (até mesmo pela simplicidade poética, apesar do seu valor literário incontestável) é fato. Alguns pensamentos do narrador/personagem, algumas reflexões e inferências a respeito da vida, a leitura que efetua do seu mundo, tudo remete à universalidade da obra.

Uma leitura saborosa e profunda, divertida e esclarecedora. Impossível se ater a uma trama narrativa que só empobreceria a indicação da obra. A história de um homem maduro, viúvo da perda recente da esposa, buscando respostas na recriação do passado, as angústias causadas pela proximidade da velhice, nada disso é suficiente para transmitir aos meus amigos o verdadeiro significado da leitura de "O Mar".

Só lendo, só passeando por suas páginas, saboreando as palavras e as reflexões do narrador e personagem para entender minha indicação e encantamento com a obra de Banville, "O Mar".


FISCHER, Tibor. "A Gangue do Pensamento". Consagrado por seu raro talento, Tibor fischer oferece ao leitor brasileiro uma fina iguaria, condimentada com o mais corrosivo humorf, a mais demolidora ironia e a mais inteligente irreverência.

Dois protagonistas forjados por desventuras e ceticismo praticam assaltos a bancos em meio a reflexões e comentários filosóficos - ora citando os expoentes da filosofia ociental, ora questionando o sentido da vida, o poder do dinheiro, a função do homem na natureza e os destinos da humanidade. Sarcástico e instigante do princício ao fim, Fischer faz aqui um magistral uso da linguagem, transformando-a na verdadeira espinha dorsal dessa obra permeada de criatividade e brilho.

(Sinopse da Editora Rocco)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O BAILE, Um filme de Ettore Scola

Estamos em 1983, em um grande salão de baile construído nos anos 30. As primeiras a chegarem são as mulheres, tipificadas, representando as inúmeras manifestações femininas. Em seguida chegam os imponentes, tímidos ou amedrontados homens.

Personagens que dançam e que, dançando, fazem uma retrospectiva dos principais fatos que têm início nos anos 30 e termina no "fim do Baile" nos anos 80.

Os períodos são destacados por fotos em preto e branco. Nenhuma palavra é dita, toda a leitura é efetuada pela movimentação corporal dos atores. O diálogo corporal é completamente tocante, não há como não se emocionar, sentir profundamente com a narrativa genial do "Baile".

Os períodos históricos vão se desenrolando ao som das músicas e nos movimentos da dança. O cenário não muda, é o salão amplo e bem iluminado onde toda a história se desenrola, ao som de diversos ritmos. Conhecemos então a história da França nos anos 30; a ascensão da classe trabalhadora; a ocupação nazista durante a 2a. Guerra Mundial; a libertação da França pelas forças aliadas; a musicalidade de Glenn Muller; a chegada do Rock n'roll; o movimento estudantil; o brilho estonteante dos anos 70.

É um filme para se assistir inúmeras vezes, pela riqueza de detalhes e pelas sutilezas que desfilam por toda a narrativa.

Premiado com o "César" nas categorias de Melhor Diretor (Ettore Scola), melhor filme e música com o "Urso de Prata" no Festival de Berlim.


IMPERDÍVEL!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

FOTOGRAFIA

A fotografia talvez seja a mais democrática das ARTES, apesar de, para alguns, assim não ser considerada, é no "click" da câmara que o olhar do artista é concretizado e socializado. É bem verdade que nem sempre o olhar do observador está devidamente liberado para a ARTE - não só da fotografia como para qualquer outra de suas manifestações - e aí.... azar é de quem olha e não vê!!!

Tenho um amigo, lá das bandas de Varginha, que com um celular faz coisas incríveis. Vou deixar que suas fotos sejam as minhas testemunhas.